segunda-feira, 19 de junho de 2017

Uma viagem pessoal pelo cinema de animação francês (Cinémathèque, 2017)


Laurent Valière lança o livro La French Touch (éditions La Martinière, 2017) e aproveita, a partir de convite da Cinémathèque Française, para propor uma antolgia de obras fundamentais (curta-metragem) na história do cinema de animação francês. Eis os felizes contemplados. Paris 3/5

Fantasmagorie Émile (1908), de Emile Cohl 

Les Déboires d'un piéton Robert Lortac, Landelle (1922), de Lortac, Landelle

Baudet, Poudre antimite : La Mite au Logis (1919), de Robert Lortac

La Joie de vivre (1934), de Anthony Gross, Hector Hoppin

Le Voleur de paratonnerres (1944), de Paul Grimault

Les Dents du singe (1960), de René Laloux

Les Trois inventeurs (1979), de Michel Ocelot

Journal (1998), de Sébastien Laudenbach

Skhizein (2007), de Jérémy Clapin

Raging Blues (2004), de Winshluss et Lyonnel Mathieu

 À quoi ça sert l'amour ? (2004), de Louis Clichy

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ernest et Celestine (2012)

Esta história da amizade entre um urso e uma ratinha é simplesmente admirável quanto ao argumento (de Daniel Pennac, com base nos livros de Gabrielle Vincent) e quanto ao desenho. Realizado por Benjamin Renner, Stéphane Aubier, Vincent Patar. Um clássico moderno co-produzido pela França, Luxemburgo e Bélgica. Paris 4/5

La Balade de Babouchka (2012)

La Balade de Babouchka é uma antologia de quatro contos que pretendem mostrar o património cultural russo. Os contos fazem parte da série "La Montagne des Joyaux" (2004-2011, 52 filmes), dedicada aos contos folclóricos da Rússia. Em França foram estreadas nas salas duas antologias desta fantástica produção pouco conhecida fora da Rússia. Os filmes são simplesmente soberbos. Paris 2013 & 2017 5/5

Programa estreado em França em dezembro de 2012
Zhiharka (Oleg Uzhinov, 2006)

Le Rossignol (Alexander Tatarsky, 2006)

Histoire d'Ours (Mihkail Aldashin, 2007)

La Maison de biquetes (Eduard Nazarov e Marina Karpova, 2009)


terça-feira, 6 de junho de 2017

Comentário: Psiconautas, los niños olvidados (2016)

Numa ilha devastada por um desastre ecológico, alguns jovens tentam abandonar esse mundo sem futuro e habitado por seres de pesadelo. Por vezes o argumento é confuso e elíptico, mas o desenho é de uma impressionante beleza, certamente já presente na novela gráfica que este filme adapta, da autoria de Alberto Vázquez (que realizou o filme com Pedro Rivero).  Muito justamente, Psiconautas obteve o Goya de Mejor película de animación. Paris 3,5/5

domingo, 4 de junho de 2017

Comentário: Anastasia (1997)

Anastasia merece bem o estatuto de clássico e terá sido o melhor filme saído das mãos de Don Bluth, que muito marcou o cinema de animação nos anos 80 e 90. Por isso é mais do que justificada a reposição no circuito comercial de uma cópia em HD, por altura do 20° aniversário do filme. Anastasia é uma jovem da família Romanov, sentenciada à morte por Rasputine. Mas Anastasia vai escapar a esse destino fatal. Perde a memória e terá de encontrar o que resta da sua família em Paris. As cenas que envolvem Rasputine, em tons negros e cheias de elementos associados à morte, são uma imagem de marca das produções Don Bluth, sempre mais negras do que as da Disney. A música é um dos principais trunfos do filme. A música é de David Newman, e as canções de Lynn Ahrens e Stephen Flaherty ("Journey to the Past" foi nomeada para Academy Award for Best Original Song). O filme foi realizado por Don Bluth e Gary Goldman para a Fox Animation Studios. Paris 4/5

sábado, 3 de junho de 2017

Le Royaume des chats (2003)

Como resistir a um filme dos estúdios Ghibli com gatos como protagonistas? Bem, poderia ter sido melhor, foi o que eu pensei quando o via. Realizado por Hiroyuki Morita, conta a história de uma menina que um dia salva um gato e como recompensa irá casar com o príncipe dos​ gatos, que vivem num mundo à parte, numa monarquia pouco democrática. O início do filme, com a descoberta do segredo dos gatos que falam é do seu mundo paralelo, é maravilhoso de imaginação, mas quando a aventura começa o interesse e a qualidade do filme diminuem razoavelmente. Paris 3,5/5

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Baby Boss (2017)

O trailer deste filme preparou-me para algo bem melhor. Escolher bebés rechonchudos para protagonistas de filmes é uma aposta segura no sucesso. Se o argumento geral é bom, o seu desenvolvimento deixa a desejar. Salvador da Bahia 3/5